Abril Azul: juntos, desmistificamos o preconceito e promovemos a inclusão


Em 20/04/2022 às 10h26

Por: Comunicação

Compreender, acolher, respeitar!

No mês de abril, a campanha da vez leva a cor azul, nos convidando a repensar o que sabemos sobre o autismo. E, para fortalecer esta grande corrente de conscientização, vamos aprofundar nossos conhecimentos acerca desta condição, que é bastante abrangente, e abre espaço para refletir sobre como lidamos com as diferenças em nosso dia a dia.

AUTISMO? OU TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)?

Na verdade, o AUTISMO se encaixa no TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA). É isso mesmo! O TEA é um diagnóstico único que inclui, além do AUTISMO, alguns outros transtornos que envolvem prejuízos sociais: Síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância e Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação.

Podemos dizer que as pessoas com autismo têm um modo específico de interagir com o mundo, no que diz respeito à reciprocidade socioemocional, em comportamentos comunicativos não verbais e na interação social.

INCLUSÃO E NEURODIVERSIDADE

Quando pensamos no AUTISMO, não podemos deixar de citar a importância da INCLUSÃO. Inclusive, ela é garantida por lei, com a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, amparada pela Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/12). A legislação institui os direitos dos autistas e suas famílias em diversas esferas sociais, assegura o diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamentos pelo Sistema Único de Saúde; o acesso à educação e à proteção social; bem como ao trabalho e a serviços que propiciem igualdade de oportunidades. 

E, com certeza, você já associou o AUTISMO À diversidade, não é mesmo? Mas, desta vez, vamos bater na tecla da NEURODIVERSIDADE! Afinal, precisamos desconstruir a ideia de que indivíduos com funcionamento neurocognitivo diverso sejam, simplesmente, taxados como pessoas com alguma doença. O termo foi trazido à tona pela socióloga australiana Judy Singer, no final dos anos 1990, a fim de combater o estigma e, inclusive, defendendo que tais diferenças podem ser reconhecidas e respeitadas como uma categoria social.

CAPACITISMO, ECOLALIA E MÃE ATÍPICA

Já ouviu falar sobre algum desses termos? Possivelmente não, né?

Todos eles perpassam pelo universo do autismo. Vamos ficar por dentro de cada um deles!

CAPACITISMO é o que devemos lutar contra, todos os dias, uma vez que é um preconceito disfarçado de brincadeira. O termo, que vem da tradução do inglês ‘Ableism’, significa destratar ou ofender uma pessoa por sua deficiência. 

ECOLALIA é um dos sintomas mais comuns entre as características da linguagem no AUTISMO entre as crianças. Conhecida também como "uma repetição em eco da fala", é caracterizada pela repetição daquilo que a própria criança acabou de dizer ou ouvir há pouco tempo, de forma sistemática.

Como já falamos, acolher é uma das palavras-chave quando o assunto é AUTISMO. Por isso, o seu apoio e a sua compreensão se tornam fundamentais no contato com uma MÃE ATÍPICA. O termo é associado às mães cujos filhos têm um desenvolvimento que foge do esperado, do típico, do senso comum da normalidade. Sobrecarga e isolamento, por vezes, se confundem com "guerreira", no tom mais pejorativo da palavra. 

CORES PELA VIDA

Promover o diálogo e o debate transformador sobre tantos assuntos é um dos grandes viéses do projeto "Cores pela Vida". Inspirado na pluralidade das emoções, sentimentos e sensações, a FAMINAS defende que o conhecimento sobre si e o outro ajudam a impulsionar a saúde da nossa sociedade. Juntos, compartilhamos as cores que compõem a aquarela da VIDA.